Plano Municipal de OperacionalizaA?§A?£o da VacinaA?§A?£o Contra a COVID-19
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E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 1 PLANO MUNICIPAL DE OPERACIONALIZAÇÃO DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID - 19 1ª Versão – Jan/ 2021 Miracema / RJ 20 21
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 2 GESTÃO Clovis Tostes de Barros Prefeito Gilson Teixeira Sales Vice - Prefeito Vanessa Gutterres Silva Secretária Municipal de Saúd e ELABORAÇÃO Bruno Leal Moraes Responsável pelo P lanejamento e Administração em S aúde Taysa da Silva Lyra Coordenadora de Imunização Mirace ma / RJ 202 1
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 3 SUMÁRIO 1 I NTRODUÇÃO ................................ ................................ ................................ .......... 4 1 2 OBJETIVO ................................ ................................ ................................ ................ 5 2 3 ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DA REDE DE F RIO MUNICIPAL ..................... 7 5 4 CAPACITAÇÃO DE RH PARA A SALA DE VACINA ................................ ............. 7 5 5 PÚBLICO - ALVO E LOGÍSTICA ................................ ................................ ............... 8 5 6 VIGILÂNCIA D E EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAL (VEAPV) ....................... 9 5 7 ESQU EMA DE SEGURA NÇA DURANTE A VACINAÇÃO ................................ ..... 9 5 8 C ONSIDERAÇÕES FINAIS ................................ ................................ ...................... 9 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................ ................................ ....... 1 1 8 ANEXO I – PÚBLICO - ALVO DA PRI MEIRA FASE ................................ ............... 1 2 2
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 4 1. INTRODUÇÃO O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é uma referênc ia internacional de política pública de saúde. O país já erradicou, por meio da vaci nação, doenças de alcance mundial como a varíola e a poliomielite ( paralis ia infantil). A população brasileira tem acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Orga nização Mundial de Saúde (OMS). Desde que foi criado, em 1973, o programa busca a in clusão social, assistindo todas a s pessoas, em todos o país, sem d istinção de qualquer natureza. As vacinas do programa estão à disposição de todos nos postos de saúde ou com as equipes de vacinação, cujo empenho permite levar a imunização mesmo aos locais de difícil acesso. Partindo des te princípio , é preciso que se tr ace um b reve resumo sobre a maior pandemia que acometeu o Brasil , bem com o demais países, nas últimas déc adas, a qual foi causa da por novo tipo de coronavírus. Em 31 de dezembro de 2019, o escritório nacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), na China , foi informado sobre a ocorrência de casos de pneumonia de etiologia desconhecida na cidade de Wuhan, Pr oví ncia de Hubei. Uma semana depois, em 7 de janeiro de 2020, as autoridades chinesas confirmaram que haviam identific ado um novo tipo de coronavírus. A OMS, em 30 de janeiro de 2020, declarou como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacion al (ESPII) o surto de uma nova doença (Covid - 19) causada por um novo coronavírus - SARS - CoV - 2 e, em 12 de março de 202 0, a Covid - 19 foi caracterizada c omo uma pandemia, que está sendo considerada um dos eventos mais impactantes da história moderna com uma sér ia ameaça à saúde pública global. Assim, todos os países devem estar preparados para conter a transmissão do vírus e prevenir a sua disseminação, po r meio de vigilância ativa com detecção precoce, isolamento e manejo adequados dos casos, investigação/mo nit oramento dos contatos e notificação oportuna. A Covid - 19 é uma doença transmitida facilmente por meio de gotículas respiratórias e contato com objet os e superfícies
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 5 contaminadas, além da possibilidade de transmissão por aerossóis, em algumas situações e spe ciais. A doença apresenta um espectro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a OMS, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com Covid - 19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximada men te 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5 % podem necessitar de suporte ven tilatório. Diante deste ce nário epidemiológico, diversos são os apontamentos científicos que dão conta de afirmar que não existe m medicamento s eficaz es para o combate da COVID - 19. Assim, os medicamentos utilizados tê m por o bjetivo atenuar os sint omas do s p acientes sintomáticos acometidos pela enfermidade . A remissão completa da doença depende da resposta imun o lógi ca do corpo de cada paciente. Desta rte, avaliando tudo o qu e acima se expõe, é que se pode asseverar que o meio m ais eficaz – e esperado – de comb ate à COVID - 19 é a imunização, fornecida pela vac ina, por intermédio do Programa Nacional d e Imun ização ( PNI) , s endo aquela , então, a responsável por fazer n ascer o p resente plano de trabalho. 2. OBJETIVO O Plano Municipal de Operacionalização da Vaci nação contra a Covid - 19 tem como objetivo estruturar e elencar a parte prática operacional da ação de vacinaçã o em todo o município. Cumpre asseverar, outrossim, que o presente instrumento de trabalho está sendo confeccionado em ca ráter emergencial e, portanto, está sujeito a alterações posteriores, tão logo s e obtenha novas informações. Diante disso, p ara melhor entendimento d e qu al é a competência municipal frente ao Programa Nacional de Imunização (PNI), bem como qual é o pape l do município ante o cenário da pandemia, é que a seguir se expõ e:
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 6 A. Constituem competências da esfera federal: a) A coordenação do PN I (incluindo a definição das vacinas nos calendários e das campanhas nacionais de vacinação), as estratégias e as norm atizações técnica s sobre sua util ização; b) O provimento dos imunobiológicos definidos pelo PNI, considerados insumos estratégicos; c) A gestão do sistema de informação do PNI, incluindo a consolidação e a análise dos dados nacionais e a retroalimentação das informações à esfera estadua l. B. Constituem competências da esfera estadual : a) A coordenação do componente estadual do PNI; b) O pro vimento de seringas e agulhas, itens que também são considerados insumos estratégicos; c) A gestão do sistema de info rmação do PNI, incl uindo a consol idação e a análise dos dados municipais, o envio dos dados ao nível federal dentro dos prazos estabelecid os e a retroalimentação das informações à esfera municipal. C. Constituem competências da esfera municipal: a) A coord enação e a execução das ações de vacinação integrantes do PNI, incluindo a vacinação de rotina, as estratégias especiais (como campanhas e vacinações de bloqueio) e a notificação e investigação de eventos adversos e óbitos temporalmente associados à vacina ção; b) A gerência do estoque mu nicipal de vacinas e outros insumos, incluindo o armazenamento e o transporte para seus locais de uso, de acordo com as normas vigentes; c) O descarte e a destinação final de frascos, seringas e agulhas utilizados, conform e as normas técnicas vigentes; d ) A gestão do sistema de informação do PNI, incluindo a coleta, o processamento, a consolidação e a avali ação da qualidade dos dados provenientes das unidades notificantes, bem como a transferência dos dados em conformidade com os prazos e
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 7 fluxo s estabelec idos nos âmbitos nacional e estadual e a retroalimentação das informações às unidades notificadoras. Di ante do aludido, é co mpromi sso do ente municipal v acina r seletivamente contra a Covid - 19 toda a população alvo, com co bertura vacinal mínima de 90%, de acordo com as fases elencadas pelo Ministério da Saúde. Neste c o ntexto, o município de Miracema tem po r objetivo atingir a vacinação em toda a sua população dentro do público - alvo, minimizando a infecção, reduzindo a tra nsmissibilidade d a doença no terr itório do munic ípio . 3. ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DA REDE DE FRIO MUNICIPAL O Município de Miracema , recon hecendo a necessidade de uma reestruturação da rede de frio , com intuito de acondicionar os imunob iológicos com toda a integridade prevista no Manual d a R ede de F rio 5ª edição de 2 017 , realiz ou as modificações necessárias para o recebimento das v acinas . Atualmente, a rede de frio municipal conta com 4 câmara s fria s, com tecnologia de ponta , para melhor armazenamento dos imunobiológic os , climatização ad equada e rede elétrica exclusiva para os equipamentos do setor . Para a reestruturação , consta na platafo rm a da Rede de Frio: • Manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos; • Manutenção da rede elétrica qua ndo necessári o ; • Instalação do gerador adquirid o com capacidade de abastecimento para toda a rede de frio. 4. CAPACITAÇÃO DE RH PARA A SALA DE VACINA A capacitação de Recursos Humanos seguirá as orientações de informes técn icos, como o último emitid o pelo Ministé rio da S aú de em 19/01/2021 . A Capacitaçã o terá c omo base os desafios municipai s para a realização da Campanha contra à Covid - 19 , sendo responsabi lidade do ente a observância de : • Identificação da dose (Apresentação da Vacina) ;
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 8 • Via de administração; • Preconização de sítio; • Evitar agl omeração ; • Adesã o da população alvo (Segurança e confiabilidade) ; • Utilização de Equipamento de P roteção Individual (EPI) . 5. PÚBLICO - ALVO E LO GÍSTICA A v acinaçã o ocorrerá por etapas , segu i ndo rigorosamente o preconizado pelo M inistério da Saúde , em especial o público - alvo da primeira fase . Nest e grupo est ão elencad as as prioridade s de altíssimo risco, vide anexo I deste documento . Assim, é seguro afirmar que todo o público - alv o da primeira fase de vacinação será contemplado com o imunob iológico, tão logo cheguem as dos es de vacina até o município. Outrossim, se destaca que n o m unicípio a vacinação , inicialmente , ocorrerá de form a extra muro, conforme o Ministério da Saúde versa, para otimi zar o trabalho de imunização nos profissionais d e linha de frente com altíssimo r isco de contágio/transmissibilidade . A logística elaborada para o município de Miracema, neste primeiro momento , será organiz ada da seguinte forma: • 3 equipes de vacinadores; • Dois carros com climatização a dequada; • Escolta f eita pelos policiais militares da 3ª CIA (PMERJ); • Unidades de saúde a serem vacinadas extra muro : Pronto Socorro municipal, Centro de Tria gem do Covid , Hospi tal de Miracema e Casa dos Pobres São V i cente de Pa ula . Q uant o às demais fases da vacinação, é prematuro para o muni cípio prev er suas aç ões, u ma vez qu e, até o momento d e edição do p resente plano , não se recebeu doses suficientes para imunizar em sua totalidade as pessoas p revistas na primeira fase.
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 9 Dian te disso, tão logo haja novas o rientações, o docum ento deverá ser reeditad o, cotejando os novos grupos de vacinação. 6. V IGILÂNCIA DE EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAL (VE APV) Em situações de Campanha, quando se vacina um a grande quantidade de pessoas em um cur to intervalo de tempo, é esperad o que ocorram um maior número de eventos adversos, te ndo o u não relação causal com a v acina. Portanto, é preciso que os rel atos dos event os adversos pós vacinação (EAPV) sejam notificados e in vestigados, para possibilitar o monitoramento da segurança das v acinas utilizadas bem como a diferenciação entre asso ciaçõ es temporais com a vacinação e associações causais . Atenção espe cial deve ser dada à notificação dos eventos graves, os quais deverão SE R TODOS INVESTIGADOS . Após pr eenchimento oportuno , as fichas de EAPV devem ser imediatamente encaminhadas à Centra l de Imunização , com preenchiment o claro, correto e prec iso. 7. ESQUEMA DE SEGURANÇA DURANTE A VACINAÇÃO • Solicitar o apoio da Polícia Milita r para a escolta de transporte d e vacina ; • Contratar segurança ar mada para os postos de vacinação que ir ão armazenar o s imunobiológicos, bem como duran te o período d a vacinação ; • Solicita r o apoio da G uarda Municipal para a organização de fluxo , a fim de evi tar a aglomeração . 8. CONSIDERAÇÕ ES FINAIS Apesar da vacina ser u ma esperança de erradicar a pandemi a, é preciso que t odos tenham ciência d e que esta n ão acabou. Todas as recomendações já exaustivamente repassadas pelos órgãos oficiais com intuito de conte r a propagação da COVID - 19 devem permanecer send o seguidas. Ade mais, o s munícipes devem ter paciência , pois todos se rão vacinados, oportunamente, tão logo haja doses de vacina s suficientes e chegue a vez de s eus grupos de vacinação.
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 10 Conter a pa ndemia de COVID - 19 para que em breve tudo retorne à normalidade é dever de todos!
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁ FICAS Aedê Cadaxa (org. ). Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a COVID - 19 . Brasília: Ms, 2020. Departam en to de Imunização e Doen ças Transmissív eis . Coordenação - Geral do Programa Nacional de Imunizações . I nforme Técnico da Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID - 19 . Minist ério da Saúde. Brasília, 2021 . Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações / Ministério da Saúde, Secre t aria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das D oenças Transmissíveis. – 5. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 136 p. : il Programa Nacional de Imunizações (PNI) . Disponível e m < http://w ww.blog.saude.gov.br/index.php/entenda - o - sus/50027 - programa - nacional - de - imunizacoes - pni > , acesso em 25 de janeiro de 2021. V alter Montes de Almeida . Plano de Contingência para Vacinação Contra a COVID - 19 . Rio de Janeiro: S ES , 2020.
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 12 ANEX O I • PUBLICO - ALVO DA PRIMEIRA FASE 1 1 Trabalhadores dos serviços de saúde são todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospi tais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. D esta maneira, compreende tanto os profissionais da saúde – como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, b iólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, f onoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares – quanto os trabalhadores de apoio, como recepcionistas, segur anças, pessoal da limpeza, cozinheiros e auxiliare s, motoristas de ambulâncias e outros, ou seja, aqueles que t rabalham nos serviços de saúde, mas que não estão prestando serviços direto de assistência à saúde das pessoas. A vacina também será ofertada par a acadêmico em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio Hospitalar, Atenção Básica e Clínicas, aq ueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares c omo os cuidadores de idosos e doulas/parteiras, bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados. 1
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 2 GESTÃO Clovis Tostes de Barros Prefeito Gilson Teixeira Sales Vice - Prefeito Vanessa Gutterres Silva Secretária Municipal de Saúd e ELABORAÇÃO Bruno Leal Moraes Responsável pelo P lanejamento e Administração em S aúde Taysa da Silva Lyra Coordenadora de Imunização Mirace ma / RJ 202 1
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 3 SUMÁRIO 1 I NTRODUÇÃO ................................ ................................ ................................ .......... 4 1 2 OBJETIVO ................................ ................................ ................................ ................ 5 2 3 ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DA REDE DE F RIO MUNICIPAL ..................... 7 5 4 CAPACITAÇÃO DE RH PARA A SALA DE VACINA ................................ ............. 7 5 5 PÚBLICO - ALVO E LOGÍSTICA ................................ ................................ ............... 8 5 6 VIGILÂNCIA D E EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAL (VEAPV) ....................... 9 5 7 ESQU EMA DE SEGURA NÇA DURANTE A VACINAÇÃO ................................ ..... 9 5 8 C ONSIDERAÇÕES FINAIS ................................ ................................ ...................... 9 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................ ................................ ....... 1 1 8 ANEXO I – PÚBLICO - ALVO DA PRI MEIRA FASE ................................ ............... 1 2 2
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 4 1. INTRODUÇÃO O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é uma referênc ia internacional de política pública de saúde. O país já erradicou, por meio da vaci nação, doenças de alcance mundial como a varíola e a poliomielite ( paralis ia infantil). A população brasileira tem acesso gratuito a todas as vacinas recomendadas pela Orga nização Mundial de Saúde (OMS). Desde que foi criado, em 1973, o programa busca a in clusão social, assistindo todas a s pessoas, em todos o país, sem d istinção de qualquer natureza. As vacinas do programa estão à disposição de todos nos postos de saúde ou com as equipes de vacinação, cujo empenho permite levar a imunização mesmo aos locais de difícil acesso. Partindo des te princípio , é preciso que se tr ace um b reve resumo sobre a maior pandemia que acometeu o Brasil , bem com o demais países, nas últimas déc adas, a qual foi causa da por novo tipo de coronavírus. Em 31 de dezembro de 2019, o escritório nacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), na China , foi informado sobre a ocorrência de casos de pneumonia de etiologia desconhecida na cidade de Wuhan, Pr oví ncia de Hubei. Uma semana depois, em 7 de janeiro de 2020, as autoridades chinesas confirmaram que haviam identific ado um novo tipo de coronavírus. A OMS, em 30 de janeiro de 2020, declarou como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacion al (ESPII) o surto de uma nova doença (Covid - 19) causada por um novo coronavírus - SARS - CoV - 2 e, em 12 de março de 202 0, a Covid - 19 foi caracterizada c omo uma pandemia, que está sendo considerada um dos eventos mais impactantes da história moderna com uma sér ia ameaça à saúde pública global. Assim, todos os países devem estar preparados para conter a transmissão do vírus e prevenir a sua disseminação, po r meio de vigilância ativa com detecção precoce, isolamento e manejo adequados dos casos, investigação/mo nit oramento dos contatos e notificação oportuna. A Covid - 19 é uma doença transmitida facilmente por meio de gotículas respiratórias e contato com objet os e superfícies
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 5 contaminadas, além da possibilidade de transmissão por aerossóis, em algumas situações e spe ciais. A doença apresenta um espectro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a OMS, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com Covid - 19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximada men te 20% dos casos detectados requer atendimento hospitalar por dificuldade respiratória, dos quais aproximadamente 5 % podem necessitar de suporte ven tilatório. Diante deste ce nário epidemiológico, diversos são os apontamentos científicos que dão conta de afirmar que não existe m medicamento s eficaz es para o combate da COVID - 19. Assim, os medicamentos utilizados tê m por o bjetivo atenuar os sint omas do s p acientes sintomáticos acometidos pela enfermidade . A remissão completa da doença depende da resposta imun o lógi ca do corpo de cada paciente. Desta rte, avaliando tudo o qu e acima se expõe, é que se pode asseverar que o meio m ais eficaz – e esperado – de comb ate à COVID - 19 é a imunização, fornecida pela vac ina, por intermédio do Programa Nacional d e Imun ização ( PNI) , s endo aquela , então, a responsável por fazer n ascer o p resente plano de trabalho. 2. OBJETIVO O Plano Municipal de Operacionalização da Vaci nação contra a Covid - 19 tem como objetivo estruturar e elencar a parte prática operacional da ação de vacinaçã o em todo o município. Cumpre asseverar, outrossim, que o presente instrumento de trabalho está sendo confeccionado em ca ráter emergencial e, portanto, está sujeito a alterações posteriores, tão logo s e obtenha novas informações. Diante disso, p ara melhor entendimento d e qu al é a competência municipal frente ao Programa Nacional de Imunização (PNI), bem como qual é o pape l do município ante o cenário da pandemia, é que a seguir se expõ e:
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 6 A. Constituem competências da esfera federal: a) A coordenação do PN I (incluindo a definição das vacinas nos calendários e das campanhas nacionais de vacinação), as estratégias e as norm atizações técnica s sobre sua util ização; b) O provimento dos imunobiológicos definidos pelo PNI, considerados insumos estratégicos; c) A gestão do sistema de informação do PNI, incluindo a consolidação e a análise dos dados nacionais e a retroalimentação das informações à esfera estadua l. B. Constituem competências da esfera estadual : a) A coordenação do componente estadual do PNI; b) O pro vimento de seringas e agulhas, itens que também são considerados insumos estratégicos; c) A gestão do sistema de info rmação do PNI, incl uindo a consol idação e a análise dos dados municipais, o envio dos dados ao nível federal dentro dos prazos estabelecid os e a retroalimentação das informações à esfera municipal. C. Constituem competências da esfera municipal: a) A coord enação e a execução das ações de vacinação integrantes do PNI, incluindo a vacinação de rotina, as estratégias especiais (como campanhas e vacinações de bloqueio) e a notificação e investigação de eventos adversos e óbitos temporalmente associados à vacina ção; b) A gerência do estoque mu nicipal de vacinas e outros insumos, incluindo o armazenamento e o transporte para seus locais de uso, de acordo com as normas vigentes; c) O descarte e a destinação final de frascos, seringas e agulhas utilizados, conform e as normas técnicas vigentes; d ) A gestão do sistema de informação do PNI, incluindo a coleta, o processamento, a consolidação e a avali ação da qualidade dos dados provenientes das unidades notificantes, bem como a transferência dos dados em conformidade com os prazos e
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 7 fluxo s estabelec idos nos âmbitos nacional e estadual e a retroalimentação das informações às unidades notificadoras. Di ante do aludido, é co mpromi sso do ente municipal v acina r seletivamente contra a Covid - 19 toda a população alvo, com co bertura vacinal mínima de 90%, de acordo com as fases elencadas pelo Ministério da Saúde. Neste c o ntexto, o município de Miracema tem po r objetivo atingir a vacinação em toda a sua população dentro do público - alvo, minimizando a infecção, reduzindo a tra nsmissibilidade d a doença no terr itório do munic ípio . 3. ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DA REDE DE FRIO MUNICIPAL O Município de Miracema , recon hecendo a necessidade de uma reestruturação da rede de frio , com intuito de acondicionar os imunob iológicos com toda a integridade prevista no Manual d a R ede de F rio 5ª edição de 2 017 , realiz ou as modificações necessárias para o recebimento das v acinas . Atualmente, a rede de frio municipal conta com 4 câmara s fria s, com tecnologia de ponta , para melhor armazenamento dos imunobiológic os , climatização ad equada e rede elétrica exclusiva para os equipamentos do setor . Para a reestruturação , consta na platafo rm a da Rede de Frio: • Manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos; • Manutenção da rede elétrica qua ndo necessári o ; • Instalação do gerador adquirid o com capacidade de abastecimento para toda a rede de frio. 4. CAPACITAÇÃO DE RH PARA A SALA DE VACINA A capacitação de Recursos Humanos seguirá as orientações de informes técn icos, como o último emitid o pelo Ministé rio da S aú de em 19/01/2021 . A Capacitaçã o terá c omo base os desafios municipai s para a realização da Campanha contra à Covid - 19 , sendo responsabi lidade do ente a observância de : • Identificação da dose (Apresentação da Vacina) ;
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E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 9 Dian te disso, tão logo haja novas o rientações, o docum ento deverá ser reeditad o, cotejando os novos grupos de vacinação. 6. V IGILÂNCIA DE EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAL (VE APV) Em situações de Campanha, quando se vacina um a grande quantidade de pessoas em um cur to intervalo de tempo, é esperad o que ocorram um maior número de eventos adversos, te ndo o u não relação causal com a v acina. Portanto, é preciso que os rel atos dos event os adversos pós vacinação (EAPV) sejam notificados e in vestigados, para possibilitar o monitoramento da segurança das v acinas utilizadas bem como a diferenciação entre asso ciaçõ es temporais com a vacinação e associações causais . Atenção espe cial deve ser dada à notificação dos eventos graves, os quais deverão SE R TODOS INVESTIGADOS . Após pr eenchimento oportuno , as fichas de EAPV devem ser imediatamente encaminhadas à Centra l de Imunização , com preenchiment o claro, correto e prec iso. 7. ESQUEMA DE SEGURANÇA DURANTE A VACINAÇÃO • Solicitar o apoio da Polícia Milita r para a escolta de transporte d e vacina ; • Contratar segurança ar mada para os postos de vacinação que ir ão armazenar o s imunobiológicos, bem como duran te o período d a vacinação ; • Solicita r o apoio da G uarda Municipal para a organização de fluxo , a fim de evi tar a aglomeração . 8. CONSIDERAÇÕ ES FINAIS Apesar da vacina ser u ma esperança de erradicar a pandemi a, é preciso que t odos tenham ciência d e que esta n ão acabou. Todas as recomendações já exaustivamente repassadas pelos órgãos oficiais com intuito de conte r a propagação da COVID - 19 devem permanecer send o seguidas. Ade mais, o s munícipes devem ter paciência , pois todos se rão vacinados, oportunamente, tão logo haja doses de vacina s suficientes e chegue a vez de s eus grupos de vacinação.
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 10 Conter a pa ndemia de COVID - 19 para que em breve tudo retorne à normalidade é dever de todos!
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁ FICAS Aedê Cadaxa (org. ). Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a COVID - 19 . Brasília: Ms, 2020. Departam en to de Imunização e Doen ças Transmissív eis . Coordenação - Geral do Programa Nacional de Imunizações . I nforme Técnico da Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID - 19 . Minist ério da Saúde. Brasília, 2021 . Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações / Ministério da Saúde, Secre t aria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das D oenças Transmissíveis. – 5. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 136 p. : il Programa Nacional de Imunizações (PNI) . Disponível e m < http://w ww.blog.saude.gov.br/index.php/entenda - o - sus/50027 - programa - nacional - de - imunizacoes - pni > , acesso em 25 de janeiro de 2021. V alter Montes de Almeida . Plano de Contingência para Vacinação Contra a COVID - 19 . Rio de Janeiro: S ES , 2020.
E STADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MIRACEMA SECRET ARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 12 ANEX O I • PUBLICO - ALVO DA PRIMEIRA FASE 1 1 Trabalhadores dos serviços de saúde são todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospi tais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. D esta maneira, compreende tanto os profissionais da saúde – como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, b iólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, f onoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares – quanto os trabalhadores de apoio, como recepcionistas, segur anças, pessoal da limpeza, cozinheiros e auxiliare s, motoristas de ambulâncias e outros, ou seja, aqueles que t rabalham nos serviços de saúde, mas que não estão prestando serviços direto de assistência à saúde das pessoas. A vacina também será ofertada par a acadêmico em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio Hospitalar, Atenção Básica e Clínicas, aq ueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares c omo os cuidadores de idosos e doulas/parteiras, bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados. 1